

Fevereiro
Notícia nº1: "Quando o viés do investigador molda a ciência"
A ciência, sobretudo nas áreas sociais, pode ser influenciada pelo viés dos investigadores. Um mesmo conjunto de dados analisados por várias equipas pode gerar conclusões muito diferentes, devido a escolhas subjetivas na análise. Crenças pessoais e políticas podem ser projetadas nos resultados científicos, comprometendo a objetividade da ciência e a confiança do público nos estudos.
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Notícia nº2: "Apoio à proibição de linguagem de ódio tende a diminuir à medida que as pessoas envelhecem"
Um estudo com dados da New Zealand Attitudes and Values Study (2019–2024) mostrou que, com o passar do tempo, o apoio à liberdade de expressão diminuiu, enquanto o apoio à proibição de discurso de ódio se manteve estável. Os investigadores analisam como a idade, a época e a geração influenciam estas atitudes, num contexto de crescente valorização de normas igualitárias e de preocupação com a proteção de grupos minoritários.
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Notícia nº3: "Pessoas que apoiam o autoritarismo tendem a endossar crenças de conspiração sobre eleições"
Um estudo publicado na revista Political Psychology investigou a relação entre crenças em teorias de conspiração sobre eleições e atitudes políticas. Descobriu-se que quem apoia ideias autoritárias tende a acreditar mais em teorias conspirativas eleitorais. Contudo, não foi observado que acreditar em conspirações leve ao autoritarismo. A pesquisa usou dados longitudinais de cidadãos dos EUA e da Nova Zelândia durante as eleições e ajuda a compreender como atitudes antidemocráticas e crenças conspirativas se relacionam.
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Notícia nº4: "Diferentes géneros utilizam diferentes estratégias para resolver problemas de matemática?"
Um novo estudo mostra que rapazes e raparigas tendem a usar diferentes estratégias para resolver problemas de matemática: raparigas e mulheres recorrem mais a métodos tradicionais passo a passo (algoritmos), enquanto rapazes e homens usam mais atalhos mentais. Apesar de ambos chegarem quase sempre ao mesmo resultado nos problemas simples, quem usa métodos criativos pode ter melhor desempenho em problemas mais complexos. Essa diferença pode estar relacionada a pressões sociais e a formas diferentes de pensar matematicamente.
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