Torgador

Uma rubrica realizada mensalmente em parceria com o jornal académico "O Torgador"

Abril

"Psicologia da Tolerância"

A tolerância define-se como a capacidade de respeitar e aceitar as diferenças entre indivíduos e grupos, sejam estas culturais, religiosas, sociais ou políticas. Segundo a “Declaração de Princípios sobre a Tolerância” da UNESCO (1995, as cited in UNESCO, 2023), esta corresponde ao “respeito, aceitação e apreço pela rica diversidade das culturas e formas de expressão humanas”.
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Março

"As Raízes Psicológicas do Fascismo"

A compreensão do fascismo exige um reenquadramento da análise meramente histórica para uma perspetiva que integre a psicologia das massas e a teoria social. Segundo Paxton (2004), o fascismo define-se menos por um corpo doutrinário estático e mais por um conjunto de "paixões mobilizadoras" que exploram o sentimento de declínio da comunidade. Politicamente, manifesta-se através do ultranacionalismo, do culto ao líder e da rejeição do pluralismo, contudo, a sua eficácia reside na capacidade de oferecer uma resposta coletiva a sentimentos profundos de humilhação e perda de controlo (Paxton, 2004).
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Fevereiro

Dinâmicas Amorosas em Jovens Adultos

As configurações amorosas dos jovens adultos na contemporaneidade passaram por uma reestruturação em comparação com os padrões do passado. Destacam-se, neste contexto, as dinâmicas amorosas não monogâmicas, como o poliamor, em que os indivíduos estabelecem vínculos afetivos e/ou sexuais simultâneos com múltiplas pessoas, sempre com o conhecimento e consentimento de todas as partes envolvidas, ou o “amor líquido” caracterizado por vínculos frágeis e instáveis, construídos sob a tensão constante entre o desejo de intimidade e o medo do compromisso (Best, 2018; Machado & Scorsolini-Comin, 2017).
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Janeiro

Resoluções de Ano Novo

Todos os anos, por todo o mundo, as pessoas definem as suas resoluções de Ano Novo, sejam estas de carácter de mudança ou de melhorias pessoais (sendo as mais relatadas nas áreas de dieta e exercício físico). Estas resoluções são tipicamente criadas no primeiro dia do ano por várias razões psicológicas. As datas de início, seja de ano, mês ou semana, funcionam como “marcos temporais salientes”, que ativam gatilhos mentais para motivar comportamentos aspiracionais (Dai et al., 2014; Dickson et al., 2021).

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Dezembro

Solidariedade e Psicologia no Natal

O Natal constitui um período cultural e simbólico profundamente enraizado nas tradições sociais, marcado por valores de partilha, união e compaixão. Para além da sua dimensão religiosa, o Natal representa um momento de reforço dos laços interpessoais e de valorização da solidariedade, expressa através de gestos de ajuda, doações e comportamentos de cuidado com os outros (Drury et al., 2009; Reicher et al., 2010).

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Novembro

“A importância da empatia nos relacionamentos”

A empatia é tradicionalmente vista como a capacidade humana de sentir, compreender e partilhar os estados emocionais dos outros. Pode ser entendida como a perceção que uma pessoa tem sobre até que ponto consegue expressar os seus sentimentos de modo a ser compreendida. Esta competência tem um papel central na interação social e no alívio do stress, funcionando como um indicador de bem-estar e saúde emocional (Davis, 2018).

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Outubro

“Regresso às aulas: Estratégias psicológicas para uma transição saudável”

O regresso às aulas e, em particular, a transição para o ensino superior, constitui um período desafiante, frequentemente associado a sentimentos de ansiedade, insegurança e, por vezes, níveis mais elevados de stress (Jantara et al., 2020).

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Setembro

“Está tudo bem em não gostar do verão”

O verão é frequentemente retratado como a estação da felicidade, liberdade e bem-estar, com tempo de lazer, férias, convívio social e experiências ao ar livre. Contudo, esta imagem idealizada reflete apenas uma construção sociocultural (Gross & Levenson, 1997)

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"Dismorfia Corporal: Quando o espelho nos mente"

Num mundo dominado por padrões estéticos idealizados e validação constante através da imagem, a Dismorfia Corporal (DC), também conhecida como Perturbação Dismórfica Corporal emerge como uma manifestação silenciosa, mas crescente, de sofrimento psicológico. Longe de ser mera vaidade, esta condição reflete como fatores culturais, cognitivos e tecnológicos distorcem a perceção que temos de nós próprios (Rück et al., 2024; Kiarie & Gathuci, 2025).

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Agosto