Sabias que a solidão nem sempre significa estar só? Muitas pessoas rodeadas de amigos, familiares ou colegas podem sentir-se profundamente sós. A ausência de uma verdadeira conexão emocional ou intelectual é, muitas vezes, o verdadeiro núcleo da solidão moderna.
Estar acompanhado não é o mesmo que ser compreendido. Mesmo quem possui excelentes competências sociais pode sentir um vazio quando, ao expressar as suas ideias, não encontra alguém capaz de compreender ou partilhar os seus pensamentos mais significativos.
Carl Jung afirmava que a solidão não nasce da ausência física de pessoas, mas da incapacidade de comunicarmos aquilo que nos é essencial. Podemos estar sozinhos sem nos sentirmos sós, assim como podemos estar acompanhados e, ainda assim, sentirmo-nos invisíveis.
Médicos, professores, artistas ou investigadores - pessoas cujo trabalho envolve reflexão e criatividade - podem sentir-se desconectados quando o seu entusiasmo não é partilhado pelos outros.
O antídoto para este tipo de solidão é o reconhecimento: ser escutado e compreendido. Ser visto pelo que somos, e não apenas pelo que aparentamos ser, é uma necessidade humana essencial. Encontrar alguém que “dance connosco no diálogo”, que compreenda - ou, pelo menos, queira compreender - é fundamental.
Ter alguém que valoriza o que é importante para nós é um dos fatores mais poderosos do bem-estar psicológico. É nessa troca recíproca que a solidão se dissipa. Compreender a solidão é compreender a natureza das ligações humanas e lembrar que ser ouvido é, também, uma forma de ser encontrado.
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