Analisaram dados de mais de 7.000 crianças nascidas na década de 1990 no Reino Unido, onde os próprios jovens avaliaram o nível de caos em seus lares aos 9, 12 e 16 anos, e as suas notas foram registadas ao longo desse período. Inicialmente, observamos que crescer num lar mais caótico estava associado a um pior desempenho escolar. Crianças que percebiam seus lares como caóticos aos 9 e 12 anos tiveram notas mais baixas em seguida.
Entretanto, um resultado surpreendente foi que crianças com bom desempenho numa fase tendiam a relatar menos caos em etapas posteriores. Isso sugere que as habilidades organizacionais adquiridas na escola podem ser transferidas para o ambiente familiar, ajudando a diminuir o caos em casa. Para entender melhor essa relação, o estudo comparou gémeos idênticos, que compartilham 100% de seus genes, com gêmeos fraternais, que compartilham apenas metade. Essa comparação ajuda a discernir se o caos doméstico causa uma queda nas notas ou se o contrário é verdadeiro. Os resultados mostraram que a associação entre caos doméstico e desempenho escolar não é causal — as semelhanças entre os gêmeos podem ser atribuídas a fatores genéticos e ambientais, e não a uma causa direta.
Embora o caos não pareça impactar diretamente as notas, ele tem implicações significativas para a saúde mental das crianças. Noutro estudo, foram analisados gémeos que diferiam na percepção de caos em suas casas. O gémeo que experienciava mais caos apresentava problemas de saúde mental na juventude. Embora o caos em casa não vá diretamente afetar as notas, ele pode prejudicar a saúde mental. Aqui estão três maneiras de reduzir esse risco:
Limite a Exposição a Múltiplos Dispositivos: Foque-se num único dispositivo de cada vez para evitar sobrecarga sensorial. O silêncio pode ser restaurador.
Organização: Menos desarrumação significa menos coisas fora do lugar, o que ajuda a manter o foco.
Faça Pausas: Depois de períodos intensos de atividade, é essencial ter momentos de descanso com a família.
Embora um certo nível de caos seja inevitável no dia a dia, é crucial reconhecer que ele pode afetar nossa saúde mental — e a das crianças. Manter o caos sob controle é fundamental para o bem-estar familiar.
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