Os acidentes vasculares cerebrais (AVC) estão entre as principais causas de incapacidade em adultos. Apesar dos avanços nos tratamentos de emergência, não existe ainda uma terapia capaz de reparar completamente os danos neuronais provocados pelo AVC. Muitos sobreviventes ficam com défices motores e cognitivos permanentes, além de um risco aumentado de depressão e outras doenças neurodegenerativas.
O AVC danifica múltiplos tipos de células, incluindo neurónios, células da glia e vasos sanguíneos, tornando a regeneração cerebral extremamente complexa. Uma das soluções em investigação é o uso de células-tronco, capazes de substituir ou reparar tecidos danificados. Para que o transplante seja eficaz, estas células precisam não apenas de sobreviver, mas de se integrar funcionalmente nos circuitos existentes, estender axónios e formar sinapses apropriadas.
Uma estratégia promissora combina estas células-tronco com engenharia genética, em que as células são modificadas para produzir uma proteína (BDNF), que favorece o crescimento axonal e a formação de sinapses, aumentando a probabilidade de reconstrução funcional dos circuitos danificados.
Historicamente, muitos transplantes recorreram a células-tronco originárias de tecido fetal, levantando questões éticas. A descoberta das células-tronco pluripotentes induzidas (iPS), obtidas a partir das próprias células do paciente, surge como uma alternativa capaz de reduzir tanto os dilemas éticos como o risco de rejeição imunológica. Mas até onde podemos ir? Quais critérios devemos usar e quais regulamentações e responsabilidades são necessárias?
Esta investigação demonstra que, ao combinar biologia, medicina regenerativa e engenharia genética, é possível avançar significativamente na reparação cerebral após um AVC, sempre considerando os desafios científicos e éticos envolvidos.
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https://www.psypost.org/how-genetically-modified-stem-cells-could-repair-the-brain-after-a-stroke/
